A Alemanha se empenha com afinco em vencer os desafios globais, como as mudanças climáticas, a escassez de recursos naturais e um mundo sem armas nucleares. Foi considerado um fato notável que, na 33a Cúpula do G8, em 2007, presidida pela Alemanha, tenha-se conseguido que os Estados Unidos assumissem o compromisso de “considerar seriamente” uma redução significativa das emissões e de reconhecer as Nações Unidas como responsável pela plataforma de ação para a proteção do clima. E a Cúpula de Heiligendamm também estabeleceu parâmetros com a ampliação temporária do círculo de participantes. Não seria possível planejar o futuro sem a participação de países com um crescimento acelerado, que industrialmente estão recuperando rápido o nível das grandes nações, sedentos de recursos naturais e que também são de relevante importância para o meio ambiente, como Brasil, China, Índia, México e África do Sul. Desde a cúpula de Pittsburgh (2009) ficou determinado que o Grupo dos Vinte G20, do qual fazem parte Argentina, Austrália, Indonésia, Arábia Saudita, Coréia do Sul e Turquia, seria agora o foro político e econômico decisivo.
Ao mesmo tempo, a política externa alemã fomenta a construção de estruturas da sociedade civil, participando da ajuda em casos de catástrofe, da implantação da democracia e dos direitos humanos, no combate ao terrorismo e defende um diálogo igualitário. A Alemanha usa efetivamente seu novo papel também para impôr e garantir os direitos humanos, a paz e o diálogo, no Oriente Médio e em outras regiões de conflitos. O fato de a Alemanha poder desempenhar esse papel se deve à confiança acumulada e cuidadosamente administrada durante décadas. A política alemã não é medida hoje segundo a obra devastadora do III Reich, mas de acordo com o seu desempenho na construção e integração. A Alemanha reunificada demonstrou que sabe lidar com a responsabilidade internacional e abrir perspectivas para outros.
Vinte anos após o colapso da velha ordem mundial, os Estados e os povos do mundo começam a se adaptar às situações do novo mundo globalizado. Em todas essas concorrências, eles só terão sucesso se aceitarem os outros como parceiros. Os alemães, cujo país está tão amplamente integrado nas comunidades internacionais como quase nenhum outro, sabem quais são as chances que isso lhes oferece.