A proteção do meio ambiente e do clima faz parte dos desafios globais do século XXI e tem um grande significado para a política, a mídia e a sociedade civil alemãs. A Alemanha é considerada internacionalmente uma das nações pioneiras na proteção do clima e na ampliação do uso de fontes alternativas de energia. Também no âmbito global, o governo federal empenha-se ativamente pela proteção do meio ambiente, pelas estratégias de desenvolvimento favoráveis ao clima e por cooperações no setor energético. O Secretariado de Mudanças Climáticas da ONU tem sua sede em Bonn. De 1990 até hoje, a Alemanha reduziu as emissões de CO2 em quase 20 por cento, bem próximos da meta de redução estabelecida no Protocolo de Kyoto de 21 por cento até 2012. No Índice de Performance sobre Mudança Climática 2008 da Germanwatch, ONG ambientalista alemã, o país ocupa o segundo lugar. Há muitos anos, a Alemanha adotou uma posição que conjuga a proteção do clima e do meio ambiente ao desenvolvimento sustentado da economia. Para tanto, faz-se necessário uma estratégia dupla que alie o aumento da eficiência da energia e dos recursos ao incremento do uso de energia e matérias-primas naturais renováveis. Isso incentiva o desenvolvimento de tecnologias energéticas inovadoras tanto por parte da oferta, ou seja, usinas e energias renováveis, como por parte da demanda, isto é, onde há consumo de energia, por exemplo, em aparelhos eletrodomésticos, automóveis e edifícios.
A proteção da natureza está fixada como meta estatal no artigo 20-A (“Proteção das Bases Naturais da Vida”) da Lei Fundamental desde 1994. Natureza intacta, ar puro e águas limpas são fundamentais para um alto padrão de qualidade de vida e do meio ambiente na Alemanha. No caso da conservação da pureza do ar e das águas, os indicadores ambientais apontam numa direção positiva, porque houve uma redução considerável em muitas emissões nos últimos anos. As emissões de gases de efeito estufa estão diminuindo desde 1999 e, em 2005, encontravam-se mais ou menos no patamar de 1990, apesar do aumento substancial do volume de trânsito. A redução em 50 por cento deu-se em parte graças à instalação de catalisadores nos automóveis. As medidas legais que obrigaram as usinas termelétricas a carvão (linhita e hulha) a adotar processos de dessulfuração (tecnologia do DeSOx) possibilitaram a considerável redução de 90 por cento das emissões de dióxido de enxofre. O consumo diário per capita de água potável também diminuiu nos últimos anos de 144 para 126 litros por habitante, o que corresponde ao segundo menor de todos os países industrializados.
Tanto nas residências particulares como no trânsito e na indústria, as energias fósseis continuam sendo a base da composição de energias. O petróleo, com uma parcela de 36 por cento, é a mais importante fonte de energia, seguido do gás natural, da hulha, da energia nuclear e da linhita. O uso da energia nuclear (equivalente a 25 por cento), apenas no setor industrial, terá um encerramento ordenado, com base no acordo feito, em 2000, entre o governo federal e as principais empresas de abastecimento energético.