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Economia & inovação

Forte polo econômico

A Alemanha é a quarta maior economia nacional do planeta, altamente inovadora e orientada para a exportação. O futuro está na Indústria 4.0.
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© dpa

A Alemanha é a maior economia nacional da União Europeia (UE) e, depois dos EUA, China e Japão, a quarta maior do mundo. A eco­nomia alemã deve sua competitividade e participação na rede global ao grande poder ­inovador e à orientação para a exportação. Nos setores das indústrias automobilística, de construção de máquinas e equipamentos, química e de tecnologia medicinal, a exportação perfaz bem mais da metade do faturamento. Somente a China e os EUA exportaram mais mercadorias em 2018. Os mais importantes parceiros comerciais da Alemanha são os países da União Europeia, os EUA e a China. O país investiu 104,8 bilhões de euros em pesquisa e desenvolvimento (P&D), no ano de 2018. Para a maioria das empresas alemãs, as principais tendências da digitalização (Internet das Coisas, Inteligência Artificial, “Blockchain”, Segurança Cibernética, Smart Systems, E-Commerce) constituem um grande desafio. Ao mesmo tempo, elas oferecem chances para um cenário fértil e expansivo de “start ups” na Alemanha.

O Produto Interno Bruto (PIB) 2018 em bilhões de dólares

Fonte: Banco Mundial

Empresariado médio e indústria

O sustentáculo da economia alemã são as empresas de pequeno e médio porte, mais de 99 % do total. Elas complementam as grandes empresas do DAX (índice do mercado alemão), negociadas principalmente na bolsa de valores de Frankfurt, o mercado ­financeiro mais importante da Europa continental. Em Frankfurt do Meno também está a sede do Banco Central Europeu (BCE), instituição europeia responsável que zela, entre outras tarefas, pela estabilidade do euro.

A dinâmica positiva da economia na década de 2010 proporcionou o desenvolvimento favorável do mercado de trabalho. A Alemanha é um dos países com a maior taxa de ocupação de mão de obra na UE e a menor porcentagem de desemprego entre os jovens. Isso comprova o valor do sistema dual de formação profissional, que se consolidou como produto de exportação e está sendo adotado em muitos outros países. Fatores tais como disponibilidade de mão de obra qualificada, infraestrutura e segurança jurídica também caracterizam a Alemanha enquanto polo econômico com destaque em muitos rankings internacionais. Peter Altmaier (CDU) ocupa a pasta da Economia e Energia.

As maiores potências comerciais 2018 (Participação na exportação global)

Fonte: BmWi

Economia social de mercado como base

O modelo de economia social de mercado é desde 1949 a base da política econômica alemã. A economia social de mercado garante transações econômicas livres, esforçandose todavia para manter um equilíbrio social. Esta concepção desenvolvida no pósguerra por Ludwig Erhard, posterior chanceler federal, foi responsável pelo caminho de sucesso que a Alemanha trilhou. O país participa ativamente do processo de globalização e está empenhado em construir um sistema econômico global sustentável, com igualdade de oportunidades para todos.

A Alemanha está entre os doze países que introduziram o euro em 2002. A crise financeira dos mercados (2008) e a subsequente crise do endividamento atingiram toda a zona do euro, inclusive a Alemanha. O governo federal decidiu então adotar uma estratégia dupla de não contrair novas dívidas e de tomar medidas para o fortalecimento do poder de inovação. Desde 2014, foi aprovado um orçamento público federal equilibrado seis vezes consecutivas.

Consequências da pandemia de corona

Como efeito da crise do coronavírus na primavera setentrional de 2020, os peritos econômicos preveem uma clara recessão para o corrente ano, um aumento da quota de desemprego, bem como um déficit recorde no orçamento público, como consequência das medidas político-financeiras de estabilização. No entanto, em seu “diagnóstico conjunto” de abril de 2020, os especialistas dos grandes institutos de pesquisa econômica também partem do pressuposto de que a Alemanha suportará o baque econômico e que alcançará, em médio prazo, o nível econômico que teria obtido sem a crise.