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Alemanha, país das feiras – número um no mundo

Com 150 feiras comerciais internacionais especializadas, a Alemanha é um mercado significativo para bens e mercadorias. Cerca de dois terços das feiras comerciais de ramos específicos líderes no mundo acontecem na Alemanha. Fazem parte dos maiores eventos do setor a Feira de Hannover, anual, considerada a mostra do desempenho da indústria, e a Exposição Internacional do Automóvel (IAA) que se realiza a cada dois anos em Frankfurt do Meno. Servem de referência para o setor da técnica da informação, a CeBIT em Hannover e a Feira Internacional de Eletrônica de Consumo (IFA) em Berlim. Nesta mesma cidade reúne-se anualmente o setor do turismo na Bolsa Internacional do Turismo (ITB). E na Semana Verde Internacional, uma exposição singular do setor agrícola e da indústria de alimentos também em Berlim, o tema é a degustação, enquanto que na questão de livros a Feira do Livro de Frankfurt é todos os anos em outubro o mais importante evento do mundo. Na photokina em Colônia tudo gira em torno da imagem, técnicas de imagem e meios visuais. A Comissão de Feiras e Exposições da Economia Alemã (AUMA) é a confederação da indústria de feiras da Alemanha. Sua principal função é fortalecer os eventos alemães nesse setor dentro e fora do país. A AUMA coordena também os preparativos para as feiras da economia alemã no exterior, dentre outros o planejamento de 225 plataformas de exportação apoiadas pelo governo federal anualmente. Os membros da AUMA organizam também mais de duzentas exposições próprias por ano, em importantes regiões estrangeiras em crescimento.

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Economia social de mercado

A Lei Fundamental como constituição da República Federal da Alemanha não prevê uma deteminada ordem econômica, porém exclui, uma economia de mercado puramente livre. Desde a criação da República Federal da Alemanha em 1949, a economia social de mercado forma a base da política econômica alemã. Ela é a tentativa de um meio-termo entre uma economia de mercado real e o socialismo. A economia social de mercado foi desenvolvida e implementada por Ludwig Erhard, o primeiro ministro da Economia e, mais tarde, o chanceler federal. A sua concepção fundamental está baseada no princípio da liberdade de uma economia de mercado, complementados com medidas de ajustes sociopolíticas. Por um lado, a livre atuação das forças do mercado deve ser viabilizada. Por outro, o Estado assegura uma rede social para garantir os riscos.

Global player

As grandes empresas alemãs são os carros-chefes da economia e estão posicionadas internacionalmente como global players. Daimler, BMW, SAP, Siemens, Volkswagen e Adidas estão entre as marcas líderes no mundo. As ações das grandes empresas alemãs são transacionadas na Bolsa de Frankfurt no índice DAX. O maior banco alemão é o Deutsche Bank, presente em mais de 70 países, com quase 100 mil funcionários. A sede é em Frankfurt am Main, o principal centro bancário da Europa Continental com mais de cem dos 500 maiores bancos.

A Volkswagen, empresa alemã com o maior volume de negócios e sediada em Wolfsburg, foi em 2017, segundo o volume de vendas, a maior fabricante mundial de carros (superando a Toyota). Volkswagen é uma de muitas marcas dos automóveis construídos pela Volkswagen AG. Do grupo fazem parte também Audi, Škoda, Seat, Porsche, Bentley, Bugatti, Lamborghini, Ducati, Scania, MAN e os utilitários Volkswagen.

O maior empregador alemão no setor da indústria é a Siemens AG com 372 mil empregados em todo o mundo. As prestadoras de serviços com o maior volume de negócios são a Deutsche Telekom e o Deutsche Post. Em terceiro lugar figura a Deutsche Bahn. A operadora de turismo TUI e a Deutsche Lufthansa também fazem parte do grupo líder do setor de serviços.

O empresariado médio, o sustentáculo da economia

A economia alemã caracteriza-se sobretudo pela presença  de empresas de pequeno e médio porte (MPEs), bem como de profissionais liberais e autônomos. Cerca de 99,6 por cento de todas as empresas pertencem ao chamado empresariado médio. Consideram-se empresas de porte médio firmas com um faturamento anual de menos de 50 milhões de euros e com menos de 500 funcionários. Cerca de 60 por cento dos assalariados trabalham em MPEs. A maior parte das MPEs é administrada pelo proprietário, ou seja, o capital majoritário e a direção da firma estão na mão de uma só pessoa. Muitas vezes, as empresas são transmitidas por herança de uma geração a outra.

Fazem parte dos pontos fortes do empresariado médio a capacidade de rápida introdução de novos produtos no mercado, a sua orientação internacional, seu alto grau de especialização e a capacidade de ocupar com sucesso nichos de mercado. São essas características que, em especial, tornam as empresas alemãs de médio porte líderes do mercado mundial nos respectivos setores.

Política econômica

A configuração e coordenação da política econômico-financeira é, conforme o sistema federativo, tarefa conjunta da Federação, Estados e municípios. Eles colaboram em diversos grêmios. Além disso, o governo federal é aconselhado por cientistas econômicos independentes. Todos os anos em janeiro, o governo federal apresenta ao Parlamento Federal e ao Conselho Federal o Relatório Econômico Anual. Ele contém uma exposição das metas da política econômico-financeira do governo federal para o ano em curso e os elementos do planejamento das políticas econômica e financeira. A livre concorrência constitui uma condição para o funcionamento da vida econômica na Alemanha, a qual é protegida pela Lei contra Limitações da Livre Concorrência. Essa lei proíbe procedimentos adversos à livre concorrência de empresas e também de países. Igualmente são criticadas as fusões de empresas, as subvenções estatais e as barreiras de acesso ao mercado, no tocante à eficácia da concorrência.

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