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A Alemanha está amplamente integrada na cooperação multilateral e se empenha em prol da paz, da segurança, da democracia e dos direitos humanos no mundo

A integração da Alemanha na política internacional é firme e diversificada. O país mantém relações diplomáticas com quase 200 países e é membro de todas as organizações multilaterais importantes e de grupos informais de cooperação internacional, como o Grupo dos 7 (G7) e o Grupo dos 20 (G20). Desde 2018, o ministro das Relações Externas é Heiko Maas (SPD). Na sede do Ministério das Relações Externas, em Berlim, trabalham 11.652 funcionários. A Alemanha mantém 227 representações diplomáticas no exterior.

dpa/Brakemeier

O objetivo primordial da política externa ­alemã é a preservação da paz e da segurança no mundo. Disso faz ­parte a ampla integração nas estruturas da ­cooperação multilateral. O que significa, termos concretos, uma estreita parceria com a França no âmbito da União Europeia (EU), a consolidação dos vínculos com a Organização do Tratado do Atlântico Norte, a defesa do direito de ­existência de Israel, a participação ativa e o ­engajamento nas Nações Unidas (ONU) e no Conselho da Europa, bem como o fortalecimento da arquitetura de segurança da Europa no âmbito da OSCE.

A Alemanha se empenha juntamente com seus parceiros em prol da paz, da segurança, da democracia e dos direitos humanos no mundo. O conceito amplo de segurança abrange, ao lado das questões de prevenção de conflitos, desarmamento e controle armamentista, também ­aspectos econômicos, ecológicos e sociais sustentáveis. Parte disso é uma globalização que ofereça oportunidade para todos, a proteção transnacional do meio ambiente, o diálogo entre culturas e abertura em ­relação a visitantes e imigrantes.

O fim do conflito Leste/Oeste trouxe para a política externa alemã novas oportunidades e novos desafios. Integrada multilateralmente, a Alemanha assumiu responsabilidade ­aumentada, que lhe foi atribuída após a reunificação em 1990, e empreende esforços consideráveis para a solução política de conflitos, ­a preservação de estruturas de garantia da paz e a gestão de crises no âmbito das missões de paz com mandato das Nações Unidas. A fim de continuar apoiando a ONU na prevenção de crises, a Alemanha triplicou sua contribuição a esse setor, como declarou o ministro de Relações Externas, Heiko Maas, num discurso na ONU, na primavera setentrional de 2018.

Já que a segurança exige mais do que defesa militar, a Alemanha aumentou, além disso, seus esforços na ajuda humanitária e na política cultural externa. Seu engajamento internacional foi ressaltado pela Alemanha com sua candidatura a um mandato não permanente no Conselho de Segurança da ONU em 2019/2020.

Na era da globalização e da digitalização e diante do panorama de um mundo que se transforma rapidamente, novos temas estão em pauta com frequência cada vez maior, ao lado da política externa tradicional. Disso fazem parte, por exemplo, “maldosas operações cibernéticas” ou tentativas de influenciar a opinião pública através de propaganda.

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