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ENSINO & CONHECIMENTO

Dinâmico setor de ensino superior

Oferta de estudos com atratividade internacional: o setor alemão de ensino superior é diversificado e excelente – não apenas nas cidades grandes.
Dynamische Hochschullandschaft
Robert Kneschke/stock.adobe.com

O setor do ensino superior é extremamente diversi­ficado na Alemanha e oferece uni­versi­da­des renomadas em metrópoles como Berlim e Munique. Mas também em Aachen, Heidelberg ou Karlsruhe há excelentes escolas superiores. Universidades de porte médio com forte viés científico e pequenas instituições de ensino superior com uma impressionante força de atração formam o núcleo do mundo acadêmico. Nos rankings internacionais, as universidades alemãs estão representadas em grande número: entre as 200 melhores do ranking internacional de Xangai, encontram-se dez universidades alemãs, no ranking QS World University estão doze e no Times Higher Education World University Ranking são 23. Destaque especial é dado à Universidade Ludwig Maximilian de Munique, à Universidade Técnica de Munique e à Universidade de Heidelberg.

Segundo a Conferência dos Reitores, em 2019 os estudantes podiam escolher entre 394 instituições de ensino superior na Alemanha (121 universidades, 216 escolas superiores de ciências aplicadas, 57 escolas superiores de música ou arte). Ao todo, elas oferecem 19.839 cursos. No âmbito do Processo de Bolonha, iniciado em 1999 com a meta de criar um espaço europeu unificado de instituições de ensino superior, quase todos os cursos foram adaptados ao sistema de duas etapas, com Bachelor e Master. 240 instituições do ensino superior são financiadas pelo Estado, 39 pela Igreja e 115 são particulares.

Pesquisa e ensino: ambiciosos e práticos

Existem basicamente três tipos de instituições de ensino superior: universidade, escola superior de ciências aplicadas, bem como faculdades de arte, cinema e música. Eles diferem em sua estrutura e tarefas.

Enquanto as universidades clássicas oferecem um amplo espectro de disciplinas, as Universidades Técnicas (TU) concentram-se em pesquisa básica nas disciplinas de técnica de engenharia e ciências naturais. As nove principais TUs uniram-se em 2006 para formar a Iniciativa TU9.

As universidades se veem não apenas como instituições de ensino, mas também como centros de pesquisa e, nesta medida, ainda encarnam o ideal educacional de Humboldt da unidade de pesquisa e ensino. O principal objetivo das universidades é promover jovens cientistas, transmitir conhecimentos especializados bem fundamentados e treinar cientistas que trabalham e pesquisam de forma independente.

As 216 escolas superiores de ciências aplicadas (FH), com uma forte orientação prática, são uma peculiaridade alemã e, nos países de língua anglo-saxônica, são designadas frequentemente como “University of Applied Sciences”. Em 2016, a introdução pela primeira vez, no Estado federal de Hessen, do direito de concessão de títulos de doutor pelas escolas superiores de ciências aplicadas deu origem a muita discussão. Anteriormente, o direito de conceder doutoramentos era reservado exclusivamente às universidades.

A tendência pelos cursos superiores está aumentando em geral: enquanto a proporção de universitários no primeiro ano ainda era de 37% em 2005, cerca de 56% dos jovens na Alemanha começaram estudos superiores em 2019. A Lei Federal de Fomento à Formação Profissional (BAföG) lhes permite estudar independentemente da situação financeira de sua família. Cerca da metade dos estudantes vem de famílias não acadêmicas. No semestre de inverno de 2018/2019, cerca de 2,9 milhões de estudantes estavam matriculados nas escolas superiores.

O governo federal e os Estados estão respondendo conjuntamente à crescente busca de formação superior: como parte do Pacto de Educação Superior 2020, eles decidiram, no final de 2014, financiar até 760.000 oportunidades adicionais de estudo superior nos anos seguintes. Durante toda a vigência do Pacto do Ensino Superior de 2007 a 2023, o governo federal porá à disposição 20,2 bilhões de euros e os Estados, 18,3 bilhões de euros.

Iniciativas para mais excelência e maior internacionalização

Com a estratégia de excelência, o governo federal e os Estados estão fortalecendo a pesquisa universitária de alto nível. O financiamento é fornecido para clusters de excelência em campos de pesquisa específicos e para universidades de excelência. A estratégia segue a anterior Iniciativa para a Excelência, que financiou projetos e instituições de pesquisa particularmente notáveis nas universidades, com um volume total de 4,6 bilhões de euros entre 2005 e 2017.

A estratégia de excelência consiste em duas partes. Com os clusters de excelência, são financiados projetos em campos de pesquisa internacionalmente competitivos nas universidades. Nos clusters de excelência, os pesquisadores trabalham em conjunto num projeto de pesquisa, de forma interdisciplinar. O financiamento lhes dá a oportunidade de se concentrarem intensamente em seus objetivos de pesquisa, de treinar jovens pesquisadores e de recrutar os melhores pesquisadores internacionais. Um total de 57 clusters de excelência foram selecionados para uma primeira rodada de financiamento de sete anos. O volume anual de financiamento para os clusters de excelência é de 385 milhões de euros.

Universidades com pelo menos dois clusters de excelência puderam candidatar-se ao título de Universidade de Excelência. Desde o final de 2019, dez universidades de excelência em toda a Alemanha e a Associação de Excelência de Berlim, composta pela Universidade Livre, Universidade Humboldt, Universidade Técnica e o hospital universitário Charité, serão financiadas por um período inicial de sete anos com um total de aproximadamente 148 milhões de euros anuais. O objetivo central da estratégia de excelência é fortalecer sustentavelmente o polo científico alemão na competição internacional e torná-lo ainda mais conhecido internacionalmente.

A internacionalização é essencial para todo o setor alemão de ensino superior. A Conferência de Reitores da Alemanha tem mais de 37.000 acordos entre universidades alemãs e instituições parceiras em mais de 150 países, muitos dos quais são programas que levam à obtenção de diplomas duplos. Muitas universidades estão envolvidas no desenvolvimento de programas alemães de estudo e na criação de instituições de ensino superior baseadas no modelo alemão, que podem ser encontradas no Egito, China, Jordânia, Cazaquistão, Mongólia, Omã, Singapura, Hungria, Vietnã e Turquia.

A mobilidade internacional dos estudantes alemães também é fomentada. Cerca de um terço deles já absolve uma estadia no exterior. No futuro, metade de todos os estudantes de cursos superiores deverá obter experiências no exterior durante seus estudos. Ofertas de bolsas de estudo, como o programa Erasmus, apoiam as valiosas estadias de estudo no exterior.