Novas tarefas

Todas as quartas-feiras às 9:30 h o gabinete se reúne sob a direção da chanceler federal Angela Merkel
Todas as quartas-feiras às 9:30 h o gabinete se reúne sob a direção da chanceler federal Angela Merkel Steffen Kugler/Bundesregierung/dpa
A República Federal da Alemanha é uma democracia vibrante pautada em valores e com um cenário político diversificado

A Alemanha é um país pautado em valores, democrático, economicamente bem-sucedido e cosmopolita. O cenário político é diversificado. Após a 19ª eleição para o Parlamento Federal (2017), a CDU/CSU, maior força política, fez primeiro sondagens com o FDP e com a Aliança 90/Os Verdes para a formação de um governo de coalizão. As conversações fracassaram. Em seguida, a CDU/CSU e o SPD formaram uma grande coalizão, em março de 2018, após duras negociações e aprovação pelos membros do SPD. Uma aliança entre as duas maiores forças partidárias alemãs já existira na legislatura anterior. Os deputados da coalizão ocupam 399 (CDU/CSU 246, SPD 153) do total de 709 assentos. A oposição é formada pelos partidos AfD (92 assentos), FDP (80), A Esquerda (69) e Aliança 90/Os Verdes (67), bem como dois deputados sem vínculo partidário. Pela primeira vez está representada no Parlamento alemão a Alternativa para a Alemanha (AfD), partido populista de direita. A chanceler federal Dra. Angela Merkel (CDU) está na chefia do governo desde 2005 pelo quarto mandato consecutivo, como primeira mulher a ocupar esse cargo na República Federal da Alemanha. O vicechanceler Olaf Scholz (ministro das Finanças) e Heiko Maas (ministro das Relações Externas) são representantes importantes do SPD no gabinete, composto por 14 ministros e pelo chefe da Chancelaria Federal. O trabalho dos partidos governistas é pautado pelo acordo de coalizão intitulado “Um novo impulso para a Europa. Um novo dinamismo para a Alemanha. Uma nova coesão para o nosso país”.

dpa/Bernd von Jutrczenka

A economia alemã entra 2018 no nono ano consecutivo de crescimento, a taxa de emprego atinge nível recorde, as arrecadações do Estado e da previdência social aumentaram, foi aprovado um orçamento federal com déficit zero. A virada energética foi impulsionada, fontes renováveis estão a caminho de se tornarem a tecnologia determinante na produção de energia.

Em conjunto, as pessoas na Alemanha transformaram numa história de sucesso a integração do Leste e do Oeste do país, um tema central desde a reunificação em 1990. O Pacto Solidário II, em vigência até 2019, conta com recursos equivalentes a 156,5 bilhões de euros. Todo contribuinte no Leste e no Oeste continua colaborando para a “Construção do Leste” através da taxa de solidariedade, correspondente hoje a 5,5 % do imposto de renda.

Mas ainda há outras tarefas a serem cumpridas. O desenvolvimento demográfico é, como em outros países industrializados, um desafio. Também os temas da imigração e da integração estão no topo da agenda. O resultado da eleição parlamentar mostrou a insegurança e a insatisfação de muitas pessoas, assim o governo federal quer, como reza o Acordo de Coalizão, “assegurar o que é bom, mas ao mesmo tempo provar coragem para debate político, renovação e transformação”.

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