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Meio ambiente & clima

Pioneira na política climática

A Alemanha se destaca internacionalmente na proteção do clima e é pioneira na ampliação das energias alternativas.
Weltkugel in Händen
© Getty Images

Até 2022, a Alemanha abandonará a energia atômica; até no mais tardar 2018, todas as usinas termelétricas a carvão deverão ser desligadas, sucessivamente.

O século 21 é considerado “Século do Meio Ambiente”. Isso significa que a intensidade das mudanças nas condições naturais de vida de gerações futuras sobre a Terra será decidida nas próximas décadas. O maior perigo está na aceleração das mudanças climáticas. O inverno de 2019/2020 foi o segundo mais quente na Alemanha, desde o início do registro amplo das condições do tempo, no ano de 1881. Segundo o Serviço Alemão de Meteorologia, há cada vez mais estações do ano com claras discrepâncias da norma. O aquecimento global no mínimo fortaleceu esse desenvolvimento.

Há muito tempo, a proteção do meio ambiente e do clima tem um grande significado na Alemanha. O movimento mundial “Fridays for Future”, apoiado sobretudo por jovens ativistas do clima, fortaleceu ainda mais a consciência de proteção das bases naturais da vida.

Cota das diversas fontes na geração de eletricidade na Alemanha em 2018 (percentual da produção bruta de eletricidade)

Fonte: Destatis

Renúncia à energia atômica

Com a virada energética, como se denomina o processo de transformação do setor, a Alemanha abandona a era das energias fóssil e nuclear, e já avançou muito no caminho para um futuro energético sustentável. Disso faz parte o abandono da energia nuclear até 2022, que vem sendo implementado de forma sucessiva. Como poucos outros países, a Alemanha comprometeu-se, além disso, a abandonar, ao lado da energia nuclear, também a energia de carvão mineral. Ela é tida como uma das maiores causadoras de emissões de dióxido de carbono, prejudicial ao clima. Criada pelo governo federal alemão, a Comissão de Crescimento, Transformação Estrutural e Ocupação recomendou o fim do aproveitamento da energia a carvão até 2038.

Até 2030, as emissões de gases do efeito estufa devem ser reduzidas em 55 % em relação a 1990, com a intenção de alcançar no mínimo 70 % até 2040. E até 2050, deverão ser logrados 80 até 95 % de redução. Em novembro de 2016, a Alemanha fixou tais princípios e metas da política climática no “Plano de Proteção do Clima 2050”, como um dos primeiros países em todo o mundo. Com pacote legal de proteção ao clima, aprovado em 2019/2020, o governo federal alemão tornou a proteção do clima compulsória para todos os setores. Na lei foram fixados metas de redução e limites das emissões, por exemplo, no trânsito, indústria, imóveis e agricultura. Até 2018, já foi lograda uma redução das emissões de gases do efeito estufa em 30,8 %.

Também no âmbito global, o governo federal engaja-se em prol da proteção do meio ambiente, da cooperação em questões energéticas e de estratégias de desenvolvimento favoráveis ao clima. A Alemanha empenha-se, conforme o Acordo de Proteção do Clima de Paris de 2015, em limitar o aquecimento da Terra claramente a menos de dois graus centígrados, se possível a 1,5 grau centígrado. No mais tardar na segunda metade do século deverá ser lograda mundialmente uma ampla neutralidade dos gases de efeito estufa. Para isso é necessária a redução de 80 a 95% da emissão de dióxido de carbono nos países industrializados. A completa descarbonização deve ser alcançada no decorrer do século. O Secretariado das Nações Unidas que fiscaliza a implementação da Convenção Quadro do Clima tem sua sede em Bonn.

A Alemanha apoia a Comissão do UE no seu “European Green Deal”. Ele prevê que a UE se torne inócua para o clima até 2050. Uma lei europeia de proteção do clima deverá tornar as metas compulsórias. Para alcançá-las, as emissões de dióxido de carbono deverão ser reduzidas substancialmente em todos os setores econômicos relevantes.

Emissões de dióxido de carbono na Alemanha

(em milhões de toneladas) Fonte: IEA

Proteção ambiental como meta estatal

Um meio ambiente intacto – ar puro, águas limpas, diversidade da natureza – é fundamental para um alto padrão de qualidade de vida. A proteção do meio ambiente está fixada na Lei Fundamental como meta do Estado desde 1994. No caso da qualidade do ar e das águas, os indicadores comprovam há anos uma melhora significativa. A emissão de substâncias nocivas, como dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio, diminuiu consideravelmente. Os motivos disso são, entre outras coisas, os elevados limites para os gases de descarga dos veículos. Além disso, algumas cidades proibiram a circulação de velhos veículos a diesel – em toda a área urbana ou em algumas ruas. Apesar disso, ainda não é suficiente a redução dos poluentes. Também baixou sensivelmente o consumo “per capita” de água potável – de 140 litros por dia, no auge, para cerca de 120 litros por dia.

A Alemanha também apoia as iniciativas da UE para conter a perda da diversidade de espécies. Na sua Estratégia de Biodiversidade até 2030, a UE fixou entre outros novos padrões para indústria, comércio e agricultura. Eles deverão conter a redução da biodiversidade e oferecer uma base para os acordos internacionais. O projeto dá continuidade à Estratégia de Biodiversidade até 2020, cujo balanço parcial comprovou que as perdas na diversidade de espécies continuam avançando, de acordo com as tendências mundiais. Nesse ponto, a UE e a Alemanha veem necessidade de ação urgente.

A Alemanha sustenta uma posição que conjuga a proteção do clima e do meio ambiente ao desenvolvimento sustentado da economia. Para tanto, faz-se necessário, ao lado da ampliação das energias renováveis, também o aumento da eficiência energética e de recursos, bem como  o aproveitamento inteligente das matérias-primas sustentáveis. Esta estratégia traz duplos dividendos: redução do impacto sobre o meio ambiente e o clima, assim como a criação de novos ramos de negócio e postos de trabalho.