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Cultura e Integração

O desenvolvimento da arte e da cultura na Alemanha é decisivamente caracterizado pela diversidade e pelo cosmopolitismo.
Theater Migranten
© dpa

Com base em suas próprias tradições, a produção cultural na Alemanha abre-se cada vez mais a influências de fora e desenvolve uma nova narrativa. Jovens artistas com um histórico de migração encontraram formas de articulação que reagem musicalmente, mas também poeticamente ao choque e à fusão de diferentes culturas de origem. O trabalho no Teatro Maxim Gorki em Berlim, por exemplo, é representativo disso. Sua diretora, Shermin Langhoff, introduziu o conceito de “teatro pós-migração” no debate.

Há também uma forte corrente pós-migração na literatura, representada por exemplo por Nino Haratishvili, Abbas Khider ou Saša Stanišić. Entre outras coisas, o Prêmio Adelbert von Chamisso contribuiu para mais forte percepção dos autores de língua alemã com uma língua materna diferente. A Fundação Robert Bosch concede este prêmio a obras que “são marcadas por uma mudança cultural e que estão unidas por um tratamento excepcional da língua, enriquecendo a literatura alemã”. Entre 1985 e 2017, foram homenageados quase 80 escritoras e escritores, originários de mais de 20 países.

Novos impulsos através de refugiados

O forte afluxo de pessoas, especialmente da Síria desde o início da guerra civil em 2011, mas também do Afeganistão, Iraque e países do Norte da África, criou novos impulsos para a cultura. As organizações intermediárias alemãs e as iniciativas da sociedade civil assumiram estas influências e conectaram os imigrantes com criadores culturais da Alemanha, por exemplo, no provisório “Instituto Goethe de Damasco”, em Berlim. O Teatro Maxim Gorki criou seu próprio elenco de exilados e o programa “Continue Escrevendo”, apoiado por diversas fundações, além de estabelecer contato de autores refugiados com escritoras e escritores da Alemanha.

Através da cultura, o conceito da “pós-migração” alcançou também uma perspectiva social mais ampla. A socióloga Naika Foroutan do Instituto de Integração Empírica e Pesquisa Migratória de Berlim fala dos “novos alemães” como um todo, que se caracterizam pela produção de novas ideias para uma Alemanha diversificada e que estão se organizando cada vez mais neste sentido, por exemplo, na mídia (“Neue deutsche Medienmacher”), na sociedade civil (“DeutschPlus”) ou na educação (“Each One Teach One”).