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Ensino & Conhecimento

Política científica exterior engajada

A Alemanha prioriza também na política exterior a cooperação científica. O intercâmbio com regiões de crise desempenham um papel especial.
 Aussenwissenschaftspolitik
© Getty Images/Digital Vision

O intercâmbio científico e acadêmico é um dos pilares da Política Exterior em prol da Cultura e Educação (AKBP em alemão). Importantes parceiros e parceiras do Ministério das Relações Externas na sua execução são o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico ( DAAD DAAD O Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) é uma instituição conjunta das universidades alemães. O DAAD tem como tarefa fomentar as relações entre as universidades alemãs e o exterior, sobretudo através do intercâmbio de estudantes e pesquisadores. Seus programas estão abertos a todos os… Mais informações › ), a Fundação Alexander von Humboldt Fundação Alexander von Humboldt Fundada em 1860, a Fundação Alexander von Humboldt (AvH) fomenta atualmente cooperações científicas entre pesquisadores estrangeiros e alemães excelentes. Ela possibilita anualmente a mais de 2.000 pesquisadores internacionais uma estada para pesquisa na Alemanha e mantém uma rede mundial de 28 mil… Mais informações › , o Instituto Alemão de Arqueologia (DAI) e as fundações ligadas aos partidos políticos com atuação internacional. Desde 2009, o programa para a política científica exterior ampliou instrumentos comprovados e acrescentou novas medidas.Os propagadores mundiais da cooperação científica com a Alemanha são cinco Centros Alemães de Ciência e Inovação (DWIH em alemão) em Moscou, Nova Délhi, Nova York, São Paulo e Tóquio. Em setembro de 2020, o DAAD anunciou a planejada inauguração de mais um centro em São Francisco. Os DWIH são um modelo único no mundo e se veem como uma vitrine da Alemanha, como polo de pesquisa e inovação.

Desde 2009, os trabalhos de cinco novos centros de excelência na Rússia, Tailândia, Chile e Colômbia foram fomentados pelo DAAD. Os centros conectam centenas de cientistas internacionais com a pesquisa alemã e formam novas gerações de acadêmicos de alto nível. Desde 2008 foram instalados também dez centros especializados na África subsaariana, que geram novas capacidades de pesquisa e melhor qualidade de formação profissional.

Fortalecer a liberdade científica

Uma preocupação central da política cultural e educacional exterior é, em épocas e em regiões de crise, bem como nos países em transformação, possibilitar o acesso à formação profissional e à pesquisa e criar assim perspectivas científicas e acadêmicas. Esse engajamento complexo se coaduna com a esperança de que a cooperação na pesquisa e na formação superior possa preparar o terreno para o entendimento político, servindo à prevenção de conflitos e à gestão de crises.

Consequências das crises e conflitos nos tempos recentes são que muitos jovens permanecem sem acesso à educação e que a liberdade científica enfrenta uma pressão cada vez mais forte. Como reação a isso, o Ministério das Relações Externas financia a Iniciativa Philipp Schwartz, da Fundação Alexander von Humboldt Fundação Alexander von Humboldt Fundada em 1860, a Fundação Alexander von Humboldt (AvH) fomenta atualmente cooperações científicas entre pesquisadores estrangeiros e alemães excelentes. Ela possibilita anualmente a mais de 2.000 pesquisadores internacionais uma estada para pesquisa na Alemanha e mantém uma rede mundial de 28 mil… Mais informações › , possibilitando que pesquisadoras e pesquisadores ameaçados trabalhem na Alemanha. Também o DAAD DAAD O Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) é uma instituição conjunta das universidades alemães. O DAAD tem como tarefa fomentar as relações entre as universidades alemãs e o exterior, sobretudo através do intercâmbio de estudantes e pesquisadores. Seus programas estão abertos a todos os… Mais informações › criou em 2014, juntamente com o Ministério das Relações Externas, o programa “Lideranças para a Síria”, com o qual 221 bolsistas sírios de ambos os sexos vieram estudar na Alemanha e puderam assim concluir os seus estudos. O Ministério das Relações Externas fomenta, além disso, programas de bolsas locais para refugiados nos países em que foram acolhidos inicialmente. Aqui há que mencionar sobretudo a Iniciativa Acadêmica Alemã de Refugiados Albert Einstein (DAFI), que é promovida pelo Ministério das Relações Externas e juntamente com o Alto Comissariado das Nações Unidas Nações Unidas As Nações Unidas (ONU) são o alicerce e a pedra fundamental do sistema internacional. Para adaptá-la às novas realidades políticas, a Alemanha defende uma reforma da ONU. Desde 1996, a Alemanha, o quarto maior contribuinte para o orçamento da ONU, é um dos países-sede da organização. No campus da… Mais informações › para os Refugiados (ACNUR). A isto se somam outras bolsas locais do DAAD.

Engajamento para a boa governança

As instituições educacionais e científicas alemãs criam assim perspectivas e mantêm o acesso aberto nos lugares, onde são difíceis as condições políticas básicas nas áreas do ensino superior e da pesquisa. Além disso, o DAAD DAAD O Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) é uma instituição conjunta das universidades alemães. O DAAD tem como tarefa fomentar as relações entre as universidades alemãs e o exterior, sobretudo através do intercâmbio de estudantes e pesquisadores. Seus programas estão abertos a todos os… Mais informações › lançou, com o Ministério Federal de Educação e Pesquisa (BMBF), os programas “Integra — Integração de refugiados no estudo técnico” e “Welcome — Estudantes engajam-se pelos refugiados”.

Desde 2011 a Alemanha mantém com diversos países árabes uma parceria de transformação que apoia os esforços de reforma nas universidades árabes através de projetos de cooperação com instituições alemãs de ensino superior. Outro campo importante são, além disso, os diversos programas na área de boa governança, voltados para as futuras lideranças de regiões de crise em todo o mundo.

Parceria com a África

A África também desempenha um papel cada vez mais importante na política científica externa. A Estratégia do BMBF para a África, adotada em 2018, reforça a cooperação com a região, particularmente nas áreas de clima, energia, alimentação e urbanização. Através da transferência de conhecimentos e do fortalecimento do ensino superior, os parceiros e parceiras alemães e africanos querem dar respostas conjuntas a questões globais urgentes. Estas incluem lidar com a mudança climática ou a luta contra doenças infecciosas.

A pandemia do coronavírus deixou mais uma vez muito clara a necessidade de cooperação científica internacional. Ao mesmo tempo, levou a novas abordagens para o intercâmbio e acelerou os desenvolvimentos existentes neste campo. Assim, atores centrais como o DAAD DAAD O Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) é uma instituição conjunta das universidades alemães. O DAAD tem como tarefa fomentar as relações entre as universidades alemãs e o exterior, sobretudo através do intercâmbio de estudantes e pesquisadores. Seus programas estão abertos a todos os… Mais informações › estão comprometidos em encontrar alternativas para o crescimento da mobilidade. No futuro, a cooperação terá de ocorrer, ainda mais fortemente do que até agora, através da utilização de recursos digitais.