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Europa

Advogada da integração europeia

A Alemanha é um dos países fundadores da União Europeia e empenha-se pela coesão da Europa, mesmo em épocas difíceis.
Frau mit Europaflagge
© Getty Images

Nenhum país na Europa tem mais vizinhos que a Alemanha. Ela tem fronteiras com nove países, oito dos quais fazem parte da União Europeia (UE). A integração europeia forma para a Alemanha as bases da paz, da segurança e do bem-estar. Apesar da retirada da Grã-Bretanha no final de janeiro de 2020, o desenvolvimento e o fortalecimento da integração europeia continua sendo a tarefa central da política externa alemã, mesmo sob condições complexas e marcadas por diversas crises.

O projeto histórico da UE, iniciado no começo da década de 1950, abrange hoje cerca de 446 milhões de cidadãos da União Europeia em 27 países membros. A política alemã para a Europa estabeleceu-se em todas as etapas da unificação europeia como força motriz e participou ativamente na moldagem do crescimento conjunto da Europa, após o fim do conflito Leste-Oeste. Desde dezembro de 2019, a alemã Ursula von der Leyen está à frente da comunidade, como presidente da Comissão da EU.

Mercado comum europeu

No contexto da integração europeia foi criado o maior mercado comum do mundo, caracterizado pelas quatro liberdades básicas, formuladas nos Tratados de Roma (1957): o livre trânsito de mercadorias entre os países da EU, o livre trânsito de pessoas, a livre prestação de serviços no território da EU, bem como o livre trânsito de capitais.

O tamanho e o desempenho econômico do mercado comum europeu fazem da UE um fator central na economia mundial. No entanto, o desempenho econômico da região sofreu uma redução nos últimos anos: em 2018, o crescimento econômico da UE ainda estava em torno de dois por cento, em 2019 foi de apenas 1,4 por cento. Para o ano de 2020, os especialistas preveem também para a Europa graves consequências econômicas através da disseminação da enfermidade virótica Covid-19, declarada como pandemia em março de 2020.

Por um euro estável

Como a mais forte economia nacional da UE, a Alemanha possui uma responsabilidade especial, sobretudo nas fases de transformação econômica e social. Isso já ficou patente durante a crise financeira e de endividamento. Os países do euro instituíram um fundo de salvação, o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE). Em estreita parceria com a França e os outros países membros, o governo federal alemão deseja continuar a fortalecer e reformar a Zona do Euro.

No final de janeiro de 2020, a Grã-Bretanha foi o primeiro país membro da UE a retirar-se da comunidade. Contudo, a Alemanha deseja continuar mantendo estreitas relações com a Grã-Bretanha e assume responsabilidade especial na moldagem do relacionamento futuro do país com a UE.

Trazer os países dos Bálcãs ocidentais para a UE

A Alemanha apoia a integração de novos membros na UE. O “Processo de Berlim”, iniciado entre outros pela Alemanha, acompanha passo a passo a Sérvia e outros países dos Bálcãs ocidentais no caminho para a sua filiação à UE. Uma meta importante é também a reconciliação dos países entre si.

Um tema controverso dentro da UE continua sendo a política de asilo e de migração. Em especial o forte aumento do número de pessoas em busca de proteção, nos anos de 2015 e 2016, gerou discordância sobre o tratamento com os refugiados e migrantes. A Alemanha está entre os países com disposição especialmente alta de acolhida aos refugiados e continua se empenhando por uma solução conjunta e solidária para essa questão.

Outra tarefa central da UE é o tratamento com a mudança climática. No final de 2019, a Comissão da UE apresentou o “European Green Deal”. Sua meta é fazer da Europa, até 2050, o primeiro continente com um balanço neutro para o clima. No âmbito da sua presidência do Conselho da UE, no segundo semestre de 2020, a Alemanha pretende fomentar a implementação dessa visão. Também a aprovação do orçamento da UE para o período de 2021 até 2027 poderá ocorrer durante a presidência alemã do Conselho da UE.