Skip to main content

Qualidade de vida urbana

As metrópoles alemãs ocupam boas posições nos rankings de qualidade de vida. Cada vez mais pessoas desejam morar na cidade.
Basketball in der Stadt
© Syda Productions/stock.adobe.com

Bons empregos, meio ambiente limpo, baixa criminalidade, muitas atividades culturais e de lazer, boas conexões de transporte: estas são as qualidades frequentemente atribuídas às cidades alemãs. Num estudo publicado em 2019 pela consultora americana Mercer sobre a avaliação da qualidade de vida em 231 metrópoles, seis cidades alemãs aparecem entre as 25 primeiras. Com Munique (3º lugar), Düsseldorf (6º) e Frankfurt do Meno (7º), três cidades chegaram até mesmo a posicionar-se entre as dez primeiras. Berlim (13º), Hamburgo (19º) e Nuremberg (23º) também estão no topo da lista.

A Alemanha tem 81 grandes cidades (com mais de 100 mil habitantes) e 621 cidades de médio porte com entre 20 mil e 99.999 habitantes; cerca de três quartos da população já vivem em cidades. No entanto, os especialistas estão debatendo se a forte tendência à vida urbana poderia ser desacelerada, pelo menos temporariamente, pela pandemia do coronavírus. Para muitas pessoas, viver o mais próximo possível de seu local de trabalho provavelmente se tornará cada vez menos importante, tendo em vista as novas opções de trabalho flexível.

Preservar a diversidade social no mercado imobiliário

A demanda por moradia urbana levou a um forte aumento nos novos contratos de aluguel e nos preços dos imóveis. Em número de imóveis próprios, a Alemanha ocupa o penúltimo lugar no ranking da OCDE. 47% dos domicílios são imóveis próprios. A maioria paga aluguel. Pouco menos de 13% das pessoas veem os custos de moradia como um “pesado fardo financeiro”. Em média, 26% da renda mensal é gasta com moradia. O governo federal colocou um freio no aumento dos preços de aluguel para preservar a diversidade social em regiões onde o mercado imobiliário se encontra sob pressão. A medida prevê nos casos de novos aluguéis um aumento máximo de 10% em comparação a imóveis semelhantes, mas há exceções. Durante a pandemia do coronavírus, o governo federal protegeu os inquilinos contra uma rescisão em virtude de atraso no pagamento do aluguel.

No âmbito de uma “ofensiva por moradias”, o governo federal estabeleceu como meta em 2018 a construção de 1,5 milhão de novas moradias e casas próprias e disponibilizou 2 bilhões de euros para a construção de moradias sociais. Além disso, as famílias recebem uma subvenção estatal – o chamado salário família para construção – destinado à aquisição de casa própria.