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Política externa

Engajamento pela paz e a segurança

A Alemanha participa amplamente da cooperação multilateral e se empenha pela paz, segurança, democracia e direitos humanos no mundo.
UN-Einsatz
© Getty Images

A integração da Alemanha na política internacional é firme e diversificada. O país mantém relações diplomáticas com quase 200 países e é membro de diversas organizações multilaterais e de grupos informais de coordenação internacional, como o Grupo dos 7 (G7). Desde 2018, o ministro das Relações Externas é Heiko Maas (SPD). Na sede do Ministério das Relações Externas, em Berlim, trabalham cerca de 12.100 funcionários. A Alemanha mantém um total de 227 representações diplomáticas no exterior.

O objetivo primordial da política externa ­alemã é a preservação da paz e da segurança no mundo. Disso faz ­parte a ampla integração nas estruturas da cooperação multilateral. Isso significa em termos concretos: parcerias construtivas com os países membros da União Europeia (EU) e com os parceiros transatlânticos, a defesa do direito de ­existência de Israel, a participação ativa e o ­engajamento nas Nações Unidas (ONU) e no Conselho da Europa, bem como o fortalecimento da arquitetura europeia de segurança no âmbito da OSCE. No segundo semestre de 2020, a Alemanha assume a presidência do Conselho da UE.

Prevenção de crises e estabilização

A Alemanha se empenha juntamente com seus parceiros em prol da paz, da segurança, da democracia e dos direitos humanos no mundo. O conceito amplo de segurança defendido pela Alemanha abrange, ao lado das questões de prevenção de conflitos, estabilização, desarmamento e controle armamentista, também ­aspectos econômicos, ecológicos e sociais sustentáveis. Parte disso é uma globalização que ofereça oportunidade para todos, a proteção transnacional do meio ambiente e do clima e o diálogo entre culturas e religiões.

O fim do conflito Leste/Oeste, no início da década de 1990, trouxe para a política externa alemã novas oportunidades e novos desafios. Integrada multilateralmente, a Alemanha assumiu responsabilidade ­aumentada, que lhe foi atribuída após a reunificação em 1990. Ela contribui com esforços múltiplos e continuados para a estabilização das regiões em crise e para a solução política de conflitos. Além disso, participa d­a preservação de estruturas de garantia da paz e presta uma contribuição para a superação de crises com o envio de pessoal em missões de paz com mandato das Nações Unidas.

A Alemanha faz isso com fundamento numa definição de interesses baseada em valores. Hoje já não há quase nenhuma crise, que não seja sentida também na Alemanha, mais cedo ou mais tarde. Por essa razão, a estabilização sustentável dos países em crise também é sempre de interesse da Alemanha. A orientação para a ação alemã nas crises internacionais e para o tratamento com os conflitos armados é dada pelas diretrizes, aprovadas em 2017, com o título “Impedir as crises, solucionar os conflitos, fomentar a paz”. Pois reconhecer e desarmar os conflitos antes da sua escalada está no foco de uma política externa responsável. Uma contribuição importante para a prevenção de crises e a garantia da paz é dada pelos soldados e soldadas alemães, policiais, bem como especialistas civis, que atuam em missões da UE, OSCE, ONU e OTAN, bem como do Conselho da Europa ou da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Despesas com a cooperação estatal para o desenvolvimento em 2018 (em bilhões de US-dólares)

Fonte: OECD/DAC

Ajuda humanitária engajada

Orçamento mundial para ajuda humanitária em 2018 (em bilhões de US-dólares)

Fonte: Statista

A fim de apoiar as pessoas que se encontram em graves dificuldades, em virtude de crises, conflitos ou catástrofes naturais, e que não podem solucioná-las com força própria, a Alemanha presta ajuda humanitária. A meta é possibilitar aos atingidos uma sobrevivência com dignidade e segurança, dar-lhes uma perspectiva e atenuar o sofrimento. A Alemanha se apoia para isso nas organizações das Nações Unidas, do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, bem como Organizações Não Governamentais internacionais e humanitárias. Como doadora baseada em princípios, a Alemanha orienta-se pelas necessidades das pessoas atingidas pelas crises e catástrofes. Além disso, a Alemanha empenha-se pela observação do direito internacional humanitário, dos princípios humanitários e pela manutenção do espaço humanitário. Os assistentes humanitários têm de gozar da proteção, que lhes garante o direito internacional.

Na era da globalização e da digitalização e diante do panorama de um mundo que se transforma rapidamente, novos temas da diplomacia digital estão em pauta com frequência cada vez maior, ao lado da política externa tradicional. Disso fazem parte, por exemplo, a defesa contra “maldosas operações cibernéticas” ou contra tentativas de influenciar a opinião pública através de propaganda.